Virtualbox – Compartilhar pastas Ubuntu x Windows

Há muito tempo uso o Virtualbox como ferramenta para testes em sistemas operacionais.

Para quem não está familiarizado, Virtualbox é um programa que roda sistemas operacionais. Você instala o programa, em Linux ou Windows, e cria uma máquina virtual que conterá um sistema operacional completo. Para isso, você precisará ter o SO em um CD ou uma imagem ISO.

Existem muitos tutoriais para essa instalação por aí na internet mas o que mais me deu dor de cabeça foi a questão das pastas compartilhadas.

O propósito da máquina virtual é ter um sistema rodando dentro de outro mas é interessante que você consiga trocar arquivos entre ambos, certo?

Vejamos como fazer isso usando um Windows como host e um Ubuntu como convidado.

Primeiro, crie no Windows a pasta que você vai usar para essa troca de arquivos.

Depois, no Ubuntu, crie uma pasta com a mesma finalidade e rode os Adicionais para Convidado.

Em seguida, abra um terminal e digite a linha sudo mount -t vboxsf VBoxShare /home/user/VBox/ em que VBoxShare é a pasta criada no Windows e VBox é a pasta criada no Ubuntu.

O procedimento acima pode ser feito automaticamente adicionando uma entrada ao arquivo /etc/fstab. Abra o terminal e digite sudo cp /etc/fstab /etc/fstaboriginal (isso é o backup do arquivo original), depois sudo vi /etc/fstab.

No arquivo que se abrirá vá até a última linha e digite VBoxShare /home/user/VBox vboxsf rw,auto 0 0 em que:

VBoxShare = nome da pasta compartilhada.
/home/user/VBox = localização e nome da pasta do Ubuntu que será montada.
vboxsf = sistema de arquivos do VirtualBox
rw,auto = atribuição de leitura e escrita (rw) e instrução para montar automaticamente no boot (auto)
0 = informa que não deverá ser feito dump
0 = informa que não deverá ser verificado pelo fsck

Pronto, quando quiser passar um arquivo de um sistema para outro basta copiá-lo para a pasta compartilhada.

É isso aí. Abraço

Instalar KDE no Ubuntu 9.10 e 10.04

Há algum tempo, algumas pessoas me dizem para testar o Fedora pois o KDE está muito bom na última versão.

Bem, para quem não sabe, KDE, assim como XFCE e Gnome, são os ambientes gráficos do sistema operacional e são responsáveis por prover a aparência bem como funcionalidades e programas.

Desde que comecei com GNU/Linux, sou usuário de Ubuntu com Gnome. Nunca consegui usar KDE pois as versões anteriores não rodavam direito no meu PC, era muito pesado.

O KDE sempre foi considerado o mais bonito dos gerenciadores gráficos enquanto o Gnome era o mais estável e rápido. Durante algum tempo, a maior parte dos usuários de GNU/Linux preferia estabilidade e rapidez do que beleza pois eram caras mais técnicos. Hoje, com mais pessoas “comuns” usando, tornou-se importante que os sistemas sejam bonitos, também.

A própria Gnome passou a levar mais em consideração essa necessidade e oferece temas mais bonitos e bem resolvidos graficamente. O XFCE é mais simples do que o Gnome, não gosto muito dele então nem vou comentar. E o KDE desandou a melhorar ainda mais seu produto. A atual versão, 4.5, é excelente no gráfico e está mais rápida do que as anteriores.

Sendo bem sincero, achei bonito mas não consegui me acostumar com ele. Sou fiel ao Gnome e é o que estou usando no momento.

Se quiser conferir o novo KDE, basta instalar o aplicativo kubuntu-desktop no seu sistema. Na tela de login você poderá optar pelo KDE ou pelo Gnome.

Atenção: a responsabilidade por qualquer ação feita em seu sistema é só sua! Na dúvida, não faça nada.

Vamos lá.

No terminal:

1) gksudo gedit /etc/apt/sources.list
2) Após a última linha, insira deb http://ppa.launchpad.net/kubuntu-ppa/ppa/ubuntu lucid main (se necessário, altere lucid main para sua versão do Ubuntu e não mexa no resto da linha)
3) sudo apt-key adv –keyserver keyserver.ubuntu.com –recv-keys 8AC93F7A
4) sudo aptitude update
5) sudo aptitude install kubuntu-desktop

A instalação vai demorar um pouco e você será solicitado a optar entre Gnome e KDE como sistema padrão.

No mais, a instalação é limpa e tranquila. Ao seu término, reinicie o computador e na tela de login escolha KDE.

Você vai ter acesso a todos os seus arquivos e programas e mais alguns (Amarok, por exemplo) que são instalados no processo.

Se não gostar, volte à tela de login novamente e escolha Gnome para acessar seu sistema exatamente do mesmo jeito em que ele estava.

Manter o KDE instalado não vai afetar em nada o funcionamento do sistema (pelo menos, até onde sei e testei) mas, se quiser remover, digite num terminal sudo apt-get remove kubuntu-desktop e elimine a linha que você inseriu no sources.list.

É isso aí. Abraço.

Pasta /var/cache/apt/archives lotada

Hoje meu Ubuntu 10.04 me informou que havia pouco espaço em disco.

Fiz uma varredura e descobri que a pasta /var/cache/apt/archives estava lotada, mais de 2GB, com arquivos .deb.

Descobri que essa pasta guarda os instaladores de programas que baixamos da internet.

Para mim, não eram úteis então apaguei tudo mas, se você precisar de algum, terá que copiar para outro local antes de executar os comandos que informarei a seguir. É necessário fazer isso porque os comandos vão apagar tudo o que estiver na pasta.

Atenção: a responsabilidade por qualquer ação feita em seu sistema é só sua! Na dúvida, não faça nada.

Vamos lá. Primeiro, entre na pasta, depois, digite, na ordem:

1) # sudo apt-get clean
2) # sudo apt-get autoclean
3) # sudo apt-get update
4) # sudo apt-get remove

Pronto, todo o conteúdo da pasta foi removido e o sistema foi atualizado.

É isso aí, abraço.

Fábio

Alterar página de erro 404 (Apache / Linux)

Tenho trabalhado em um projeto de PHP e MySQL. Com isso, me deparei com a necessidade de reformular a famosa página Erro 404 Not Found!

Essa página é padrão no Apache mas você pode personalizá-la conforme seu desejo.

Se seu site fica em servidor/seusite e alguém digitar seusite/algoquenaoexiste, para que ele receba a página de Erro 404, a instrução deverá estar em um dos arquivos abaixo:

1) .htaccess: esse arquivo é oculto (notem o ponto antes do h) e fica na raiz do site, ou seja, é específico, só vai afetar o site a que pertence.

2) httpd.conf: esse arquivo não tem vinculação direta com o site, é de configuração do Apache, ou seja, vai afetar todos os sites dentro da pasta web do servidor, seja www, htdocs, public, etc.

No meu caso, usei o httpd.conf pois quis que valesse para qualquer site.

Inseri a linha ErrorDocument 404 /erro404/404.html, somente isso, e salvei. Explicando: ErrorDocument é a chamada, 404 é o tipo da chamada, /erro404/ é o diretório onde a chamada será feita e 404.html é o arquivo que será utilizado.

Em seguida, como sempre se faz ao alterar arquivos de configuração, restartei o Apache (sudo /etc/init.d/apache2 restart).

Essa página pode ser uma página qualquer, sem estilização, ou pode ser tão incrementada quanto você quiser. No meu caso, tenho uma imagem de fundo, um link e um redirect.

Como eu quis organizar, criei uma pasta (a /erro404/) e, dentro dela, inseri o arquivo da página (404.html) e a imagem de fundo. A codificação CSS ficou dentro do html mesmo para economizar tempo e agilizar edição já que é bastante simples.

Segue a imagem da página de erro:

O código é simples mas não posso escrevê-lo aqui completamente por restrições de hospedagem.

Se quiser o código completo mais a imagem, baixe aqui.

É isso aí.

Abraço,

Fábio

Erros do Apache

Hoje aprendi a consertar dois problemas com o Apache.

1) apache2: Could not reliably determine the server’s fully qualified domain name, using 127.0.1.1 for ServerName

R: Criei o arquivo /etc/apache2/conf.d/servername e dentro dele escrevi ServerName host. A palavra host deve ser alterada para o nome do seu computador.
Também comentei a linha 127.0.0.1 localhost no arquivo /etc/hosts.*

2) (13)Permission denied: make_sock: could not bind to address 0.0.0.0:80 no listening sockets available, shutting down

R: Criei o arquivo /var/log/apache2/error.log. Não inseri nada dentro.

Após reiniciar o apache (sudo /etc/init.d/apache2 restart), voltou ao normal.

*ATUALIZAÇÃO – 02/09/2010

No ítem 1, acima, informei ter comentado a “…linha 127.0.0.1 localhost no arquivo /etc/hosts”.

Isso provocou o erro sudo: unable to resolve host xxxx.

Bastou descomentar a linha que o problema foi resolvido.

Pensando melhor, acho que comentar aquela linha foi um erro pois impediu que o sistema associasse a máquina local, 127.0.0.1, ao nome do host.

Bom, é isso aí.

Abraço,
Fábio