LAMP (Linux Apache MySQL PHP) no Ubuntu

Sou estudante de programação e meu interesse é em sistemas para Internet. Tenho estudado bastante HTML, CSS, MySQL, Javascript e PHP e, para ver os resultados dos meus estudos, preciso de um servidor web.

É padrão um desenvolvedor rodar seus sistemas localmente em um ambiente chamado de desenvolvimento. Assim que ele entende que o sistema está pronto, ele o lança em um ambiente de produção, ou seja, o servidor web real, disponível para acesso na Internet.

Para criar o ambiente de desenvolvimento localmente, é necessário instalar alguns programas. Como meu interesse é em Open Source, vou mostrar como instalar o LAMP no seu computador. LAMP = Linux (sistema operacional) Apache (servidor web – o mais usado no mundo) MySQL (sistema de banco de dados) PhP (linguagem de programação). Com isso, você consegue desenvolver sistemas completos em sua própria máquina antes de publicar na Internet.

A seguir, segue o tutorial para instalar LAMP em Ubuntu 9.10 ou 10.04.

01) Abra o terminal e digite sudo apt-get install lamp-server^

ATENÇÃO: o sinal ^ ao final da linha não é um erro de digitação e não deve ser esquecido.

02) Informe uma senha para o usuário root do MySQL (não a esqueça pois você vai precisar digitá-la novamente).

Pronto, o ambiente LAMP está instalado.

Agora, vamos testar e configurar.

Apache é o servidor que tem a função de disponibilizar as aplicações web então usamos um browser para testá-lo. Abra o seu e digite http://localhost/ ou http://127.0.0.1. Localhost ou 127.0.0.1 é sua própria máquina e, eventualmente, pode não funcionar o nome então você usa o IP. Ao clicar em Enter deverá aparecer uma mensagem na tela dizendo It works! ou Apache works!. Pronto, Apache está ok.

Lembrando que a instalação do Apache vai criar a pasta www dentro de /var e é lá onde você vai armazenar os sites que desenvolver. Quando recebe uma requisição, o Apache vai procurar nessa pasta os arquivos solicitados então é necessário que ela tenha permissão de leitura e execução para qualquer usuário.

Após o término da instalação, digite cd /var/, depois sudo chown user -R www/ e depois sudo chgrp user -R www/; troque o nome user pelo seu nome de usuário em ambos os casos. Com isso, o diretório www passou a ser seu, do seu usuário.

Atualização: Descobri que é possível alterar o usuário e o grupo de uma só vez. No caso acima, ficaria sudo chown user:group -R www/; atenção: tem que ser chown e não chgroup.

Depois, altere as permissões para permitir acesso total para você e os usuários do seu grupo (775) ou somente para você (755) e acesso aos outros usuários com leitura e execução.

Ficaria assim: chmod 775 -R www/. O resultado seria drwxrwxr-x  2 fabio fabio 4096 2010-06-28 22:12 www.

Não esqueça do -R pois ele indica que o comando deve ser recursivo, ou seja, afeta as pastas filhas bem como seus arquivos.

Para testar o PhP, precisamos criar o famoso phpinfo e você pode usar qualquer editor de texto para isso. Abra o editor e escreva os comandos abaixo:

<?php

phpinfo();

?>

Somente isso e nada mais, salve como /var/www/phpinfo.php.

Em seguida, restarte o Apache pela linha de comando digitando sudo /etc/init.d/apache2 restart. Abra novamente o navegador e digite http://localhost/phpinfo.php. Será mostrada uma página com informações sobre o PhP instalado em sua máquina.

Agora, vamos verificar a configuração do MySQL. Primeiro, vamos confirmar se a base do MySQL está vinculada ao localhost (127.0.0.1) já que vamos usá-lo localmente.

No terminal digite cat /etc/hosts |grep localhost e a resposta deve ser como abaixo:

user@computer:~$ cat /etc/hosts |grep localhost
127.0.0.1    localhost
::1     localhost ip6-localhost ip6-loopback

Para confirmar se o bind-address está configurado corretamente, digite:

user@computer:~$ cat /etc/mysql/my.cnf | grep bind-address
bind-address        = 127.0.0.1

Tudo certo até agora? Ok, falta pouco para acabar.

Agora vamos instalar o phpMyAdmin, uma ferramenta para administrar o MySQL. Para quem não sabe usar linha de comando no MySQL, é recomendável usar essa interface. É simples e roda no navegador diretamente. Para instalar, digite sudo apt-get install libapache2-mod-auth-mysql phpmyadmin; será necessário escolher alguns dados, conforme seguem:

1) Escolher o servidor web:

– Virá selecionado em vermelho o apache2 (é o que queremos). Apenas pressione a barra de espaço e clique Enter.

2) Configurar base de dados para phpmyadmin com dbconfig-common:

– Virá selecionado em vermelho Sim. Somente clique Enter.

3) Será solicitada uma senha para o administrador da interface e uma senha para o usuário root do MySQL. Você pode utilizar quaisquer senhas que quiser mas é recomendável que sejam iguais para você não se perder.

Após finaização do processo, digite http://localhost/phpmyadmin/ no seu navegador e será aberta uma tela de login. Basta digitar root no campo usuário e a senha que você definiu para acessar a interface. Caso precise, dentro da interface você encontra manual.

Pronto, tudo instalado. Agora, é só escolher uma IDE (Integrated Development Environment) de seu agrado e começar a programar.

Dica: tenho usado o NetBeans pois tem dado suporte a todas as linguagens mais utilizadas hoje em dia. Ele, nativamente, é voltado para o Java mas o suporte para PHP (com HTML, CSS e Javascript embutido) é perfeito.

É isso aí. Abraços.

(Testado em Ubuntu 9.10, 10.04 e 10.10)

ATUALIZAÇÃO (24Maio2013):

Faz tempo que esqueço de atualizar este post com uma informação bem simples.

A instalação padrão do PHP não traz três libraries bastante úteis para quem trabalha com desenvolvimento de sistemas Web:

1) GD: para visualização de imagens;

2) MCrypt: para encriptação de dados;

3) Curl: para acessar / comunicar com outras páginas (entre outros usos).

Para instalar, basta digitar sudo apt-get install php5-gd php5-mcrypt php5-curl.

Pronto. Para confirmar que está instalado, ver a versão, etc, acesse sua página phpinfo.

Configurar Java (para Banco do Brasil) no Ubuntu 10.04

Hoje atualizei meu sistema para Ubuntu 10.04. Como sempre acontece quando se atualiza e/ou instala uma versão do Ubuntu, e acho isso chato, tive que checar a instalação do Java para acessar conta do Banco do Brasil e reconfigurar.

Por sorte, achei rapidamente uma dica no site Viva o Linux publicada por Sylvio Lima Silva a quem agradeço.

Segue a dica conforme publicado aqui :

O Sun Java, para quem não sabe, é um plugin que permite entre outras coisas a realização de algumas rotinas como por exemplo o verificador de segurança do Banco do Brasil, e sem o Sun Java, nada feito!

Vamos começar então, o Ubuntu 10.04 vem com o OpenJDK como solução padrão para tais necessidades do Java, mas pelo menos no meu caso não me ajudou muito, fiquei até uma hora tentando abrir a minha conta e nada…

Para resolver tal questão você precisará adicionar um repositório novo no sources.list, faça como descreverei a seguir.

Abra um terminal e digite o seguinte comando:

$ sudo add-apt-repository “deb http://archive.canonical.com/ lucid partner”

Logo em seguida digite:

$ sudo apt-get update

E agora para instalar o Sun Java você usará esses comandos:

$ sudo apt-get install sun-java6-jre
$ sudo apt-get install sun-java6-plugin
$ sudo apt-get install sun-java6-fonts

Pronto, a primeira parte já esta concluída, agora você já tem o Sun Java instalado no seu Ubuntu e pronto para funcionar, entretanto ainda tem o OpenJDK instalado e portanto para não ter que voltar ao terminal e fazer mil redirecionamentos de plugins no Firefox, o mais rápido e fácil a se fazer agora é ir ao Gerenciador de Pacotes Synaptic, procurar por OpenJDK e desinstalar os pacotes relacionados a ele, que são:

  • openjdk-6-jre
  • openjdk-6-plugin


Pronto, agora no terminal para tirar qualquer duvida é só digitar o comando:

$ java -version

E o resultado a ser apresentado será esse:

java version “1.6.0_20”
Java(TM) SE Runtime Environment (build 1.6.0_20-b02)
Java HotSpot(TM) Server VM (build 16.3-b01, mixed mode)

Pronto, agora é só reiniciar o seu navegador que os sites que precisavam do Sun Java voltarão a funcionar e se no seu caso for alguma outra aplicação reinicie o seu micro que tudo voltará a funcionar corretamente!

Para mim, funcionou perfeitamente. Reiniciei o navegador e já funcionou, sem problemas.

É isso aí.

Abraços,

Fábio

Linux – Uma Opção Consciente

Este é meu primeiro post neste blog que criei com a intenção de divulgar tutoriais e espalhar informações sobre o mundo Open Source, programação e informática em geral. O escopo é mais técnico, não mexerei com o aspecto de negócios.

Tenho outro blog, pktp69, mas achei melhor criar este especificamente para falar sobre informática e deixar aquele para falar sobre música, atualidades e futebol.

Penso em informar aqui minhas experiências ao fuçar com diversos aspectos de informática.

Falando um pouco sobre mim, comecei a mexer com informática em Fevereiro de 2005. Estava trabalhando com cobrança em um provedor de internet e minha vaga rodou. Aí me ofereceram uma posição no suporte técnico e eu respondi que não entendia nada do assunto, não sabia nem configurar um outlook, mas disseram que iam me ensinar.

E me ensinaram mesmo. Aprendi bastante rápido e comecei a me interessar pelo assunto. Até então eu era da área de humanas, fiz faculdade de Publicidade, e só sabia navegar na internet via páginas e ICQ.

Além de aprender a mexer com configurações básicas do Windows, aprendi a usar Linux para prestar suporte a servidores de internet instalados com Debian. Não configurava nada mas via logs e restartava serviços, por exemplo.

O tempo passou e hoje trabalho com suporte técnico para um programa específico. É muito menos do que eu fazia antes mas tenho tempo para estudar. Além disso, faço faculdade na área, Sistemas para Internet, e estou estudando programação.

Desde 2008, só uso Linux. Tanto no desktop de casa quanto no notebook e, agora, no trabalho. É claro, ainda preciso do Windows no trabalho pois não tenho permissão para mexer tanto assim na máquina que uso mas rodo um Ubuntu 9.10 virtualmente com Virtualbox. Inclusive, é nesse ambiente que estou enquanto escrevo este texto.

Em outro oportunidade postarei algo que fala mais sobre minha relação com Linux e Open Source em geral.

Minha intenção com este blog é ajudar quem precisa de informações como eu já precisei e consegui encontrar. Vou disponibilizar tudo o que eu tiver, desde dicas simples até configurações mais complexas.

Estou imaginando que posso ser lido por todo tipo de nerd, desde o mirim, a quem espero ajudar, até o super hiper mega blaster veterano, a quem espero não decepcionar.

Como primeira contribuição, segue uma dica para instalar o navegador Opera no Ubuntu 9.10. O Opera não faz mais parte dos repositórios oficiais da Canonical então é necessário adicionar manualmente.

Vamos lá.

1) Primeiro, vamos inserir o repositório do Opera. Abra um terminal (em AplicativosAcessórios) e digite sudo mcedit /etc/apt/sources.list . Isso vai abrir o editor de texto mcedit para editar o arquivo sources.list. O mcedit e o vi são os editores de texto que mais gosto mas você pode usar qualquer outro como nano, gedit, etc.

2) Dentro do sources.list, vá até a última linha e escreva deb http://deb.opera.com/opera/ stable non-free. Sugiro copiar e colar para não haver erro. Não esqueça de salvar o arquivo.

3) Após salvar o arquivo sources.list, é necessário adicionar as chaves de autenticação para acessar o repositório. Abra um terminal e digite sudo wget -O – http://deb.opera.com/archive.key | sudo apt-key add – e clique enter. Novamente, sugiro copiar e colar a linha para não haver erros.

4) Pronto, o repositório já está configurado. Sempre que se faz isso, é altamente recomendável (eu diria que é praticamente obrigatório) rodar um update. No terminal, digite sudo apt-get update .

5) Depois que terminar o update, basta instalar o Opera da maneira padrão em distros Debian-like: sudo apt-get install opera .

Observação: os dois comandos acima podem ser concatenados usando o operador && mas eu prefiro não fazer isso quando rodo um update. Se você preferir digite assim sudo apt-get update && sudo apt-get install opera .

Outro detalhe que, sempre, vale ressaltar: a não ser que seja absolutamente imprescindível, nunca trabalhe como root, sempre use sudo. Dessa forma você evita, por exemplo, deixar seu terminal aberto e logado com o usuário que pode fazer tudo no sistema, inclusive o suicída rm -R / .

E com isso, o Opera está instalado e pronto para usar. Basta clicar em Aplicativos e Internet para encontrá-lo.

Esta dica foi encontrada em http://www.linuxtutorial.it/pt/installare-opera-da-repository-su-ubuntu/ por alguém chamado Marco, a quem agradeço. Sempre que eu postar uma dica ou tutorial que encontrei em outro lugar, tentarei informar a fonte.

É isso aí. Primeiro post e tutorial deste blog. Espero que tenha ajudado.

Erro de Chave Pública – Parte I

Hoje, ao fazer um sudo apt-get install update, tive o erro abaixo:

W: Erro GPG: http://ppa.launchpad.net karmic Release: As assinaturas a seguir não puderam ser verificadas devido à chave pública não estar disponível: NO_PUBKEY 6E871C4A881574DE

Pesquisei e descobri que esse erro se refere à falta de chave pública para conexão (PPA =  Parallel Port Adapter) com o repositório; no meu caso é o Bisigi que fornece temas para o Ubuntu e não é um repositório oficial.

Executei o comando gpg –keyserver keyserver.ubuntu.com –recv 881574DE e tive o retorno abaixo:

gpg: requisitando chave 881574DE de servidor hkp – keyserver.ubuntu.com
gpg: chave 881574DE: chave pública “Launchpad PPA for Bisigi” importada
gpg: Número total processado: 1
gpg:               importados: 1  (RSA: 1)

Vejam que a chave é 881574DE, ou seja, os últimos 8 dígitos em NO_PUBKEY 6E871C4A881574DE.

Após isso, rodei gpg –export –armor 881574DE | sudo apt-key add – && sudo apt-get update

Note que, ao final do comando, rodo um update que foi o que mostrou o erro no começo.

Pronto, resolvido o problema.

Obtive os comandos acima no Ubuntu Forums (aqui) e quem os informou foi Taavikko, usuário da Finlândia.

Agradeço a ele por ter disponibilizado seu conhecimento na rede.